A desertificação dos centros urbanos – com especial incidência nos centros históricos – é um fenómeno conhecido. Habituámo-nos a considerá-lo um mal das grandes e médias cidades. No entanto, também as pequenas cidades se ressentem desta centrifugação. Um caso, para mim, inesperado é o de Ovar:
«Existem vários factores que podem explicar a tendência para a desertificação do centro histórico. O principal factor prende-se com a falta de tradição em reabilitar imóveis. Temos mais tradição de construção do que de recuperação e reabilitação. A este facto acresce a falta de lugares de garagens nas casas mais antigas, que está a ser objecto de medidas alternativas. Outro factor que explica a tendência é que há muitos proprietários com mais do que uma habitação, acabando por deixar a casa do centro ao abandono, a par de outras variáveis. »
David Afonso




