Decorreu em Alcobaça o Seminário do Património do Oeste. O principal interveniente, o arquitecto Gonçalo Byrne, responsável pela transformação da zona envolvente ao Mosteiro, manifestou a sua preocupação pela, cada vez mais crescente, desertificação dos centros históricos. No caso de Lisboa, o municÃpio perde em média dez mil habitantes por ano. Deste cenário preocupante retira uma lição: “O pior que se pode fazer à herança do património é deixá-la cairâ€.
Voltando ao caso de Alcobaça, o arquitecto lembra que foi a utilização do mosteiro pela sociedade civil que garantiu a sua não destruição. “Foi o melhor que lhe aconteceu†e adianta que o dever de recuperar os centros históricos não é apenas responsabilidade da autarquia, mas também dos proprietários dos imóveis. Quanto a este ultimo ponto, realmente é verdade, mas é preciso verificar que os proprietários não têm o seu património degradado por propositadamente, muitas vezes as rendas não actualizadas simplesmente não deixam espaço de manobra. Este é um problema que deve ser motivo de preocupação até porque, pegando nas palavras de Pedro Roseta, antigo ministro da Cultura, o património “vai muito além do edificadoâ€, porque “não há desenvolvimento sem cultura, nem economia criativa sem patrimónioâ€. O artigo, publicado no Jornal de Leiria, pode ser lido aqui.
Daniel Tiago




