SRU Coimbra cria fundo de investimento imobiliário

A Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) de Coimbra vai constituir um fundo de investimento imobiliário com o intuito de financiar as intervenções de recuperação da primeira unidade de intervenção localizada na Baixa da cidade dos estudantes, após uma tentativa gorada de garantir um parceiro privado, através do lançamento de um concurso público internacional.

Foi esta a solução financeira encontrada pela SRU “Coimbra Viva” que, segundo o seu presidente, João Paulo Craveiro, prima pela “transparência”: «É uma solução que agrada a todos. Ninguém fica com problemas relativamente a ter feito um bom ou um mau negócio ou de ter de responder perante a tutela, porque há uma entidade independente a fazer as avaliações».

Entidades como a Câmara Municipal de Coimbra ou a Metro Mondego, que detém vários imóveis nesta zona da cidade, já se mostraram disponíveis para estudar a sua participação no fundo. O relatório de avaliações, realizado por uma entidade certificada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, foi entregue no final de Setembro.

O concurso internacional para escolha de um parceiro privado foi lançado em Novembro de 2007 mas não houve nenhum concorrente que cumprisse as condições impostas. A “agitação” vivida no mundo económico e no sector da construção civil, a par da dificuldade de acesso ao crédito bancário, são os motivos apontados pelo presidente da SRU “Coimbra Viva”. Por outro lado, realça João Paulo Craveiro, «as SRU não foram dotadas de capital social suficiente» que lhes permita avançar com as expropriações necessárias à concretização das operações de reabilitação.

A primeira unidade de intervenção na Baixa da cidade compreende uma área de 1,2 hectares, envolvendo obras em mais de 50 prédios, abrangendo três quarteirões situados entre a Praça 8 de Maio e as ruas Direita, da Moeda, da Sofia e do Bota Abaixo. O valor global previsto para a regeneração deste tecido urbano é de cinco milhões de euros e as obras deverão avançar já no iní­cio do ano.

Entretanto decorrem negociações para a escolha do parceiro privado para a Reabilitação Urbana da 2ª Unidade de Intervenção na Baixa de Coimbra.

Daniel Tiago

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