194 milhões para reabilitar 20 cidades em três anos

Vinte municípios do Norte do país vão ter, dentro de três anos, centros urbanos com a cara lavada. Esta terça-feira, em Braga, foram assinados os protocolos de financiamento de 23 projectos de regeneração urbana.

Os projectos ultrapassam os 194 milhões de euros e cerca de 70% são financiados pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. Braga, Bragança, Chaves, Felgueiras, Gondomar, Guimarões, Lamego, Matosinhos, Mirandela, Oliveira de Azeméis, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel, Porto, Santo Tirso, Trofa, Vale de Cambra, Vila Nova de Gaia e Vila Nova de Famalicão assumiram a intenção de avançar com a requalificação dos centros históricos e frentes ribeirinhas, de bairros críticos e centralidades urbanas.

Entre os projectos de requalificação com financiamento aprovado contam-se os da Estrada da Circunvalação entre a rotunda de S. Salvador e o hospital Magalhões Lemos, da zona urbana e das margens do rio Este em Braga e dos centros históricos de Mirandela e de Lamego.

A partir da assinatura daqueles protocolos, os municípios dispõem de um ano para apresentar ao Programa ON.2, os projectos de execução das diferentes iniciativas, que apresentaram como prioridades em programas de acção e deverão finalizar os respectivos investimentos num prazo máximo de três anos.

Na sessão de ontem, foram destacados três projectos. O TuaMirandela tem a ambição de converter a zona histórica numa “área de excelência urbana que contribua para afirmar o concelho numa cidade sustentável, inovadora, solidária, criativa e cooperante”. Para além de intervenções em várias ruas, destacam-se, por exemplo, a supressão de barreiras arquitectónicas, a criação de um gabinete de apoio ao comércio tradicional, refuncionalização do hospital velho e do antigo quartel da PSP e a valorização da muralha de D. Dinis.

O Viver Lamego pretende, por seu turno, aumentar a qualidade de vida dos habitantes e para a afirmação do concelho “como cidade do património cultural e arquitectónico”.

Assim, o grosso da intervenção vai ser feita na zona do castelo, onde é intenção devolver a traça original dos edifícios. Vai ser, ainda, criado um centro de design e estudos da prata, a remodelação da cisterna, a adaptação da torre do castelo em núcleo museológico militar e a criação de um centro de artesanato.

Já no rio Este, em Braga, e para além da requalificação, regeneração e revitalização das suas margens, estão programadas intervenções no Monte Picoto, a criação da escola de música do Carandá e a instalação de bicicletas no rio Este.

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Carlos Lage, destacou, também, a requalificação da Estrada da Circunvalação, no Porto, onde está prevista a melhoria da acessibilidade e da mobilidade, do ambiente urbano e a promoção da coesão e integração social.

Carlos Lage referiu-se aos projectos como uma “palete de cores em que dominam o verde, as várias tonalidades do azul da água, a patine das pedras e o cinzento dos bairros sociais degradados”. Para o presidente da CCDR N, “este é um projecto sem paralelo e só comparável ao Polis”, como provam os 400 milhões de euros inscritos nas suas três fases.

Fonte – Jornal de Notícias

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