A primeira obra de requalificação da Baixa do Porto está concluÃda. O empreendimento privado, na Praça de Carlos Alberto, tem 20 apartamentos e já só restam sete para vender. Apesar do preço: o mais barato custa 100 mil euros.
O Pátio Luso é a primeira intervenção já concretizada no âmbito da Porto Vivo. Em plena Praça de Carlos Alberto, sete edifícios degradados, num dos quais funcionou o emblemático Café Luso, que foi sede de campanha do general Humberto Delgado, foram transformados em 20 apartamentos, quatro escritórios/ateliês e seis espaços comerciais.
O Luso vai renascer, sendo uma “mistura dos cafés Majestic e Guarany. Estamos a recuperar o espaço, que já foi vendido”, concluiu Miguel Freitas, director da Business Imobiliária, empresa que está a comercializar o empreendimento.
O investimento, da Edifer Reabilitação, rondou os 6,5 milhões de euros.
“Quisemos apostar em algo diferente, num estilo não consensual e destinado a um nicho de mercado. Por isso, todos os apartamentos são em open space [espaço aberto], com tipologias do T0 ao T2 [e preços que oscilam entre os 100 e os 250 mil euros]. Neste momento, apenas temos sete apartamentos para venda”, referiu Mário Santos, da Edifer.
Um deles é um T1 ao “estilo parisiense”, nas palavras de Miguel Freitas. Situado nas águas-furtadas, tem 106 metros quadrados, um pé-direito fora do comum, três frentes e cozinha separada.
“É o sonho de quem gosta de decoração”, salientou. O sonho tem um preço – 250 mil euros – que ainda ninguém pagou.
Para o Pátio Luso, e obrigada que estava a preservar as fachadas, a Edifer apostou num logradouro central, onde estão os elevadores de acesso aos apartamentos. O empreendimento tem entrada pela Praça de Carlos Alberto e pela Rua de Sá de Noronha, junto ao Largo do Moinho de Vento.
“A requalificação de um edifício é aliciante, mas reserva sempre surpresas, mesmo em questões de áreas. Por exemplo, tÃnhamos previsto um T0 e um T1 duplex, mas verificámos que não era exequÃvel e passámos para um T2 duplex. De igual modo, foi difÃcil arranjar algum material da época para as fachadas e só o encontrámos em Viana do Castelo”, referiu o responsável da Business.
Segundo a empresa, o cliente destes open space pertence ao segmento médio/alto, é jovem, tem poder de compra ou tem pais com disponibilidade financeira. “São pessoas que viajam muito e querem algo diferente, mas na Baixa do Porto. No entanto, um dos T2 foi comprado por um casal com filhos. Foi um pouco inesperado”, notou Miguel Freitas.
O Pátio Luso não dispõe de garagem colectiva, mas a sua construção foi equacionada no início do projecto. Contudo, a natureza granÃtica do subsolo obrigava a trabalhos acrescidos, que “iriam onerar excessivamente o projecto”.
De qualquer modo, realçou Miguel Freitas, o comprador deste tipo de apartamento “não valoriza muito esse aspecto” e, além do mais, existe o parque de estacionamento subterrâneo da Praça de Carlos Alberto. “As contas são fáceis de fazer. Um lugar de garagem ronda os 15 mil euros. A mensalidade do parque é de 50 euros. Quer dizer aquele dinheiro paga cerca de 25 anos de estacionamento”, notou Miguel Freitas.
Fonte – Jornal de NotÃcias
Relacionado com esta notÃcia, o JN publica outra sobre o Centro Histórico do Porto e a participação da SRU do Porto. Vejam aqui.





Será que é mesmo esta a Baixa reabilitada que todos queremos?