Na última edição do ano 2009 da Revista Única do Jornal Expresso está publicado um artigo sobre os edifícios de culto da última década (ou desta década já que para os historiadores apenas termina este ano) construÃdos em Portugal.
A primeira obra é o Estádio Municipal de Braga (2000-2003) da autoria da Eduardo Souto de Moura com um orçamento de 108 milhões de euros. Este estádio com apenas duas bancadas escavadas numa pedreira em que
o futebol adquire uma força invulgar no contraste entre o relvado e o cinzento da pedra e do betão.
Tem uma gigantesca cobertura com um vão de 202 metros inspirada nas pontes incas do Perú.
O Segundo projecto apresentado é também da autoria de Eduardo Souto de Moura – Metro do Porto (1997-2005) com um orçamento de 2,4 mil milhões de euros para a 1ª fase. Segundo a Revista, este projecto
transformou a cidade, dotando-a não apenas de uma rede de transportes própria de uma metrópole, mas qualificando o espaço público.
A terceira obra de arquitectura mencionada é o Casa da Música (1999-2005) cujo projecto é da autoria de Rem Koolhaas com um orçamento de 111 milhões de euros. Para a revista, a Casa da Música
converteu-se na imagem de marca do novo Porto.
Depois da consagração internacional (que já aqui publicamos) chega a consagração nacional.
O quarto edifício escolhido é a Igreja da Santíssima Trindade em Fátima (2003-2007) da autoria de Alexandros Tombazis com colaboração de Paula Santos cujo custo foi de 80 milhões de euros. O edifício tem 125 metros de diâmetro e é suportado por duas grandes vigas centrais. Simbologicamente tem
treze portas, 12 laterais, uma por cada apóstolo, e a do pórtico central, dedicada a Cristo.
O quinto edifício é o Centro Artes de Sines (2002-2006) com projecto de Manuel e Francisco Aires Mateus e um custo total de 8,2 milhões de euros.
Os volumes monumentais são rasgados por vazios geométricos, evocando a arquitectura das muralhas so castelo de Sines.
O projecto seguinte é o Centro de Coordenação e Controlo de Tráfego Marítimo do Porto de Lisboa (1999-2001) da autoria de Gonçalo Byrne com um orçamento de 2,5 milhões de euros. Esta obra é para a Revista Única
Icónica e simbólica, marca a frente ribeirinha ocidental de Lisboa e enobrece a entrada na cidade pelo Tejo.
Vejam um óptimo artigo científico sobre este edifício aqui.
A Escola Superior de Tecnologia do Barreiro (2003-2007)da autoria do ateliê ARX Portugal com um orçamento de 8,6 milhões de euros é o sétimo edifício mencionado. Este projecto é um exemplo nos campos universitários e
concilia o natural e o artificial, combina o cinzento o betão aparente com o branco do reboco pintado.
O Centro de Artes da Calheta – Casa dsa Mudas (2001-2004) localizado na Madeira tem como arquitecto Paulo David com um orçamento de 15 milhões de euros. Entre o cume de um monte e o mar é onde se ergue este edifício
orgânica e geometricamente, numa cota inferior à da Antiga Casa das Mudas.
A imagem fala por si.
O próximo projecto proposto é o Fluviário de Mora (2004-2007) projectado pelo Promontório Arquitectos e com um orçamento de 6 milhões de euros. Este aquário gigante expõe as espécies em habitat próprio que é o próprio lago exterior e
evoca a presença de um monte alentejano.
A último obra mencionada pela Revista Única é a Biblioteca Municipal de Viana do Castelo (2005-2008) com projecto de Álvaro Siza Vieira com um orçamento de 4, milhões de euros. Uma listagem destas sem uma obra de Siza Vieira era impossível e por isso a escolha deste edifício com vista spara o Rio Lima e para o Centro histórico em que
desenha um amplo vazio central que reenquadra a paisagem ribeirinha.
Fonte – Revista Única – Expresso












