Palácio de Monserrate “renasce” após obras

A música regressou, ontem, ao Palácio Monserrate, em Sintra, edifício do século XIX que foi alvo de trabalhos de restauro dos principais espaços e que ontem “renasceu” com um recital de piano, após obras de 1,15 milhões de euros.

O palácio é propriedade da empresa pública Parques de Sintra Monte da Lua, que ontem apresentou a segunda fase de requalificação daquele monumento, cuja intervenção foi comparticipada em 650 mil pelo EEA-Grants (mecanismo financeiro do espaço económico europeu), fundo subsidiado pelo Estado norueguês.

Ontem, os trabalhos estavam ainda a ser ultimados no palácio. O piano ainda estava a ser afinado, e os jardineiros estavam a colocar plantas junto à entrada do monumento, situado na serra de Sintra, num espaço verde muito procurado pelos visitantes.

Construído no século XIX por iniciativa de Francis Cook (visconde de Monserrate) sobre a ruína de um edifício anterior do século XVIII, o Palácio de Monserrate possuía um complexo sistema de redes de águas, esgotos, eletricidade e aquecimento central, que estava obsoleto.

O projecto de recuperação agora concluído implicou a instalação de novas redes para todas as especialidades e a remoção das tubagens existentes.

Em paralelo com os trabalhos de reabilitação das infraestruturas decorreram intervenções de conservação e restauro em espaços como a biblioteca, a capela, o corredor longitudinal, o átrio sul, a cozinha e o terraço, com desenvolvimento de trabalhos nas áreas específicas de estuques, pintura mural, cantarias, metais e azulejaria. Estas intervenções tiveram início em 2007, contaram com a intervenção da Escola do Património de Sintra e decorreram à vista dos visitantes.

Segundo o presidente da Parques de Sintra Monte da Lua, empresa que gere parte do património de Sintra, o Palácio de Monserrate “mudou a sua imagem porque era um edifício muito degradado”.

O próximo passo será o da conclusão da recuperação do Chalet da Condessa D´Edla, para de seguida se iniciar a “revitalização do Castelo dos Mouros e do convento dos Capuchos”.

Fonte – Jornal de Notícias

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