O adobe de Trás-os-Montes baralhou os manuais

Por baixo dos vários metros de lonas, quatro mil blocos de adobe alinhados aguardam. Assim que a chuva parar em Angueira e o resto do trabalho o permitir, as peças de terra argilosa e palha secas ao sol de Agosto e Setembro serão levadas da eira para serem paredes da casa renovada da aldeia. Há, pelo menos, 70 anos que ninguém lá constrói assim.

O planalto mirandês está hoje vazio de gente mas ainda farto em barro, palha, saibro e água. O plano inicial de recuperação da habitação de 130 metros quadrados com sete metros de altura era usar apenas granito, xisto e cal hidratada, mas a descoberta de grandes quantidades de barro no assentamento das velhas paredes de xisto mudou o projecto. Colocava-se agora a possibilidade de a região já ter usado adobe, embora as investigações de referência sobre técnicas tradicionais, datadas dos anos 40, 50 e 60, e realizadas por agrónomos, etnólogos e antropólogos, fossem omissas sobre o assunto. O grupo, que incluiu nomes como Jorge Dias e Fernando Galhano, nada registou nessas três décadas. E é assim que Trás-os-Montes não figura no mapa das regiões de adobe, e muito menos Angueira, onde o xisto e o granito dominam.

A História diz, no entanto, que a matéria-prima estava sempre próxima do seu local de uso. Vera Schmidberger, co-proprietária da casa, arquitecta de construção ecológica e que acompanha há vários anos a investigação em Portugal sobre terra crua, procurou nas redondezas e encontrou os locais de onde se extraía barro ainda no iní­cio do século XX, um antigo forno de telha e até umas casas de adobe nas vizinhas Fonte de Aldeia e Caçarelhos, do concelho de Vimioso. Continuar a ler

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Avenida onde a tradição ainda é alma do negócio – Avenida Rodrigues de Freitas

São cada vez menos os clientes, a maior parte são idosos e com pouco dinheiro. Mesmo assim, dezenas de comerciantes da Avenida Rodrigues de Freitas sobrevivem, graças ao tratamento à moda antiga.

Em 1980, foi “obrigado” a trabalhar no ofício da família, na “centenária Casa Felisberto”, fundada em 1880. “Quando vim para cá, a minha ideia era fugir no dia seguinte, mas o meu tio foi sempre aumentando o meu salário e acabei por ficar. Agora gosto do que faço”, explica José Manuel, que se tornou no rosto da quarta geração de marmoristas da única loja da arte que resiste ao passar dos tempos na Avenida Rodrigues de Freitas, no Porto.

“Tenho clientes de vários concelhos do Norte do país. Trabalho para vários sítios. E até já vendi material para Cabo Verde”, destaca, com orgulho. Mas, há cerca de 30 anos, não era assim. Quando José Manuel abraçou “uma arte dura” e que poucos querem, existiam quatro marmoristas na Avenida Rodrigues de Freitas. “Há 50 anos, até era porta sim porta não, por causa da proximidade do Cemitério Prado do Repouso. Na altura, o mármore era caro e, por isso, era usado sobretudo nos cemitérios”, justifica.

A própria Avenida Rodrigues de Freitas também era “muito mais movimentada”, recorda. “Toda a gente andava a pé. Lembro-me que haviam dois ou três carros em toda a avenida. Não faltavam sítios para estacionar. Agora, são só automóveis”, descreve Lino Vieira, proprietário da “Agostinho Moreira & Marques”, desde 1963, uma loja que sofreu várias transformações ao longo do anos. “Inicialmente, vendíamos vidros e louças, depois passamos para os electrodomésticos e agora vendemos mobiliário em segunda mão. É o que tem mais procura”, revela aquele comerciante, que também reside há quatro décadas nas redondezas. Continuar a ler

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Feira Internacional Concreta na Exponor

Já foram publicados no blog dois posts sobre a 24ª Feira Internacional Concreta que se realiza na Exponor em Matosinhos entre hoje e o próximo domingo. Esses dois posts podem ser consultados aqui e aqui.

Podem consultar toda a informação da Feira aqui.

congresso_concreta Continuar a ler

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Agenda: «Jornadas do Património Cultural do Douro 2009»

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Tem lugar no próximo dia 29 de Outubro de 2009, no Auditório do Museu do Côa, pelas 9h30, o próximo Encontro das Jornadas do Património Cultural do Douro 2009, subordinado ao tema “Novas Arquitecturas do Douro”,promovido pela Estrutura de Missão para a Região Demarcada do Douro/Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, em parceria com o IGESPAR, e organizado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa. LINK

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"Quem gosta de viver assim?"

Via JN: “Quem gosta de viver assim?”

Rente à estrada, o portão alto faz lembrar o dos palácios, mas qualquer coincidência é mera ficção. Alda mora num edifí­cio-fantasma, onde há “patamares sem luz, uma casa arrombada por uma rusga feita pela Polícia, e dois lances de escadas sem um corrimão que apodreceu com o tempo”. Ler o resto…

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Desenho colaborativo de cidades virtuais na Google

Via Expresso: Building Maker (desenho colaborativo de cidades virtuais):

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O Património [eternamente] em Vias de Classificação

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Via Cidadania LX:

Há monumentos nacionais que esperaram tanto tempo, para serem considerados como tal, que nunca chegaram a sê-lo. (…) São 1004, os pedidos “em vias de classificação” no IGESPAR. Alguns esperam desde 1985, ano em que foi criada a primeira Lei de Bases do Património Cultural, que configura a atribuição da denominação e assegura medidas de conservação e preservação dos edifícios. LINK

No caso do Porto são 54 que aguardam classificação. Edifícios como a Alfândega Nova, o Coliseu, a Lello&Irmão, os mercados do Bolhão e do Bom Sucesso, o Cinema Batalha, o Pavilhão Rosa Mota, a Escola Secundária Alexandre Herculano (a qual, recorde-se, vai sofrer uma profunda remodelação em 2010) e como os conjuntos da Foz Velha e dos Aliados. O atrasado de alguns destes processos é inquietante. É perfeitamente admissível que a complexidade de alguns processos e o grandes número de propostas de classificação dificultem a tarefa ao IGESPAR, mas nunca a falta de meios e de disponibilidade. Os pareceres devem sair o mais rápido possível, sejam eles favoráveis ou negativos, sobretudo quando algum desse património se encontra à beira de ser intervencionado. É o mínimo que se pode exigir. Se repararem no mapa da cidade do Porto, as zonas a cinzento representam as áreas da cidade que neste momento se encontram no limbo, isto é, em vias de classificação mas não ainda classificadas. Esta indefinição não faz nada bem, principalmente ao património.

Uma outra questão que gostaria de ver discutida numa outra ocasião era de se saber se estes processos de classificação (de “tombamento” como dizem os nossos amigos brasileiros) deveriam ficar dependentes em exclusivo dos técnicos e políticos e se não seria útil abrir cada um deles ao debate público de modo a gerar uma classificação participativa. É que a importância do património na vida das populações não obedece apenas as razões tecnicamente certificadas e ao sentido de oportunidade do decisor político e essas razões também são legítimas. Ou não?

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Fórum Guimarões – Uma Alma para a Europa

Guimarões 2012

O “Fórum Guimarões – Uma Alma para a Europa” é um Fórum Europeu participado pela sociedade civil portuguesa e europeia, desenvolvido pela Iniciativa Europeia A Soul for Europe – escritórios de Berlim (Stiftung Zukunft Berlin), Amsterdão (Felix Meritis Foundation) e Porto (Setepés) em estreita parceria com o Município de Guimarões.

O “Fórum Guimarões – Uma Alma para a Europa” terá lugar nos próximos dias 16 e 17 de Outubro no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarões e enquadra-se na grande oportunidade que Guimarões 2012 – Capital Europeia da Cultura representa para o desenvolvimento de uma cidade europeia de média ou pequena dimensão.

O Fórum Guimarões terá como tema central a transformação do cenário urbano pela cultura e contará com a participação de deputados do Parlamento Europeu, participantes activos da iniciativa A Soul for Europe, convidados nacionais e a sociedade civil local (regional/nacional) que, em conjunto e em diferentes painéis de discussão, irão reflectir e debater o tema proposto.

A organização do Fórum Guimarões faz parte do projecto A Soul for Europe. O seu objectivo principal é desenvolver novas formas de colaboração entre a sociedade civil e os decisores políticos através do envolvimento efectivo dos actores locais e regionais. No Fórum Belgrado (2007 e 2008), por exemplo, o debate centrou-se na cultura como actor chave no desenvolvimento democrático da Europa de Leste. O Fórum Lyon, por outro lado, procurou dar resposta à pergunta “Fazemos parte da Europa, não fazemos?”, onde os valores comuns europeus foram um denominador comum.

Programa: Continuar a ler

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Mosteiro de Santa Clara-a-Velha candidata-se ao Prémio Europa Nostra 2010

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O projecto de conservação e restauro do Mosteiro de Santa-Clara-a-Velha, em Coimbra, cujo processo se desenvolveu ao longo de 14 anos, candidatou-se a um dos mais importante galardões europeus, o Prémio Europa Nostra 2010.

Artur Côrte-Real, coordenador do sítio arqueológico, cuja origem data do século XIV, revelou que a candidatura incide sobre a conservação e restauro, no contexto geral da intervenção que se desenvolveu ao longo de 14 anos.

“Foi uma candidatura complexa”, declarou o coordenador, frisando que resulta de uma concertação de esforços com a Direcção Regional de Cultura do Centro, e compreendeu informação técnica e científica sustentada num conjunto de plantas, fotografias e outros documentos. Continuar a ler

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II Fórum Ibérico de Museologia da Educação

De 5 a 7 de Fevereiro de 2010 irá realizar-se o II Fórum Ibérico de Museologia da Educação no Instituto Polotécnico de Viana do Castelo. A organização está até ao dia 15 de Novembro receptiva à recepção de propostas de comunicações para o Fórum.

Poderão consultar toda a informa aqui.

O Fórum destina-se a todos as pessoas implicadas na preservação e estudo da herança educativa, em Portugal e Espanha, investigadores, estudantes (de licenciatura, mestrado e doutoramento), a conservadores e técnicos superiores de museus, a professores de qualquer nível de ensino, a técnicos e responsáveis autárquicos dos domínios da educação e da cultura, que tenham a conservação da herança educativa e a museologia como centro de interesse, de estudo ou de preocupação. Continuar a ler

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Workshop Prospecção geofísica e arqueologia: A fábrica de vidro do Covo

Quinta do CôvoA Associação Portuguesa de Arqueólogos (APA) é a parceira do workshop de dois dias sobre arqueologia que a câmara de Oliveira de Azeméis promove no mês de Novembro.

A iniciativa vai servir para apresentar os resultados dos trabalhos de prospecção geofí­sica realizados na Quinta do Covo com o objectivo de determinar se ainda existem vestí­gios arqueológicos da fábrica de vidro.

A iniciativa, que tem ainda como parceiros a Universidade de Aveiro e a Faculdade de Engenharia do Porto, destina-se a dois grupos de público, um direccionado para arqueólogos e estudantes, e o outro para a população.

Ao primeiro grupo interessarão as sessões sobre a aplicação de métodos de prospecção geofísica aplicada à arqueologia e ao segundo uma sessão aberta a todos sobre a história do vidro e algumas particularidades da indústria vidreira.

O workshop «Prospecção geofísica e arqueologia «A fábrica de vidro do Covo» realiza-se nos dias 20 e 21 de Novembro abordando dois momentos diferentes: «As técnicas de prospecção do subsolo não destrutivas aplicáveis à arqueologia» e «A historia e património da indústria vidreira».

A primeira sessão tem como público-alvo arqueólogos, estudantes, engenheiros da área das geociências e interessados na preservação do património industrial e na tecnologia de fabrico do vidro.

A segunda, e última sessão, vai discutir a história da indústria vidreira em Portugal, reflectir sobre o papel da investigação arqueológica na compreensão das tecnologias de fabrico do vidro e avaliar ainda a importância do património industrial vidreiro na memória colectiva.

Os trabalhos estão limitados a um máximo de 50 participantes. Continuar a ler

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Seminário "Qualificação e prática na reabilitação do Património"

O Seminário “Qualificação e prática na reabilitação do Património”, organizado pelo GECoRPA (Grémio de Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico) irá ter lugar no dia 24 de Outubro na Exponor, na Concreta 2009. Em anexo, o programa com ficha de inscrição.

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Sugestão

Por Sheila Grecco, um apontamento sobre a reconversão de infra-estruturas urbanas obsoletas:

Apesar de ainda não estar finalizado, o local já virou ponto de encontro de famílias, estudantes, turistas e moradores do entorno. Gente que se reúne para ler, conversar, ver o pôr-do-sol ou até fazer um lanche rápido.

Ler o resto do post.

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Simulação Eficiência Energética

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A ADENE (Agência para a Energia) disponibiliza no seu site um simulador de Eficiência Energética que permite aos utilizadores saber como melhorar o desempenho energético de sua casa.  Ver aqui.

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Festival O Gesto Orelhudo

Começou ontem a 8ª Edição do Festival O Gesto Orelhudo em Águeda. Sem dúvida um dos melhores festivais de musicomédia realizados em Portugal sempre com um cartaz atractivo e diferenciador. Este ano não é excepção.

Este ano, são destaques a excentricidade musical do canadiano Michel Lauzière, as acrobacias dos musiclowns italianos Teatro Necesario, as incríveis e pouco convencionais marionetas do catalão Jordi Bertran, a irresistível animação de rua dos britânicos The Hot Potato Syncopators, a comicidade musical dos italianos Microband - que regressam ao festival -, a delícia do teatro músico-gestual dos Peripécia, o irónico choques de culturas de Africanízate da dupla Carlos Branco / Manecas Costa, a estupenda presença cénica dos norte-americanos Moriarty e a inigualável revolução dos Homens da Luta.

O Gesto Orelhudo é, por excelência, um festival dedicado à fusão transdisciplinar. Diz-se da musicomédia, termo nascido da orelhuda ideia de casar a música e o humor. Não tão-só. A diversidade das propostas de programação está, uma vez mais, à vista: do intimista ao hilariante vai a distância de uma orelha à outra. E vice-versa. Sempre com uma louca capacidade de surpreender.

Entretanto, nos dias 4 e 5 de Outubro (domingo e segunda-feira feriado), apresenta-se a mais fresca novidade do calendário cultural d’Orfeu: o Festival i, um evento dedicado ao público infantil e familiar, após as bem sucedidas experiências pontuais de programação para este segmento nos últimos dois anos.

O programa do festival i, non-stop em ambos os dias, apresenta a consagrada Companhia do Chapitô, as marionetas do catalão Jordi Bertran, o espectáculo músico-teatral do tubista Sérgio Carolino com a SA Marionetas, o projecto de percussão Crassh, as danças para crianças de Carlos Alves com coros infantis, as novas tecnologias da Miso Music, a excentricidade de Niño Costrini, os chapéus de Oswaldo Maggi, os contos infantis do Pinto Pançudo e ainda, pelas manhõs, duas diferentes propostas artísticas para bebés. O festival decorrerá em vários espaços, todos num perímetro próximo, para uma plena vivência artística das famílias pelo centro da cidade. Além de 2 tendas no Espaço d’Orfeu, o festival i passa também pela natureza viva do Parque da Alta Vila, pela Biblioteca Municipal novinha em folha e também pela antiga no Adro, pelo aconchegado Teatro de Bolso da Casa do Adro, pelo Auditório do CEFAS e até pela escadaria do Tribunal.

A 8ª edição do Festival “O Gesto Orelhudo”, tal como o novo Festival i, é uma co-produção da d’Orfeu Associação Cultural e da Câmara Municipal de Águeda, com o apoio oficial do Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes, para além de uma imensa série de apoios locais, regionais e nacionais, para um festival que é uma referência temática no país e um dos grandes veículos de projecção cultural exterior da cidade de Águeda.

Vejam o programa aqui.

Fonte – Sons Vadios

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Okupas mudam-se para o bairro de Margaret Thatcher

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Belgravia, no centro de Londres, é uma das zonas residenciais mais caras e exclusivas da capital inglesa, a dois passos do Palácio de Buckingham. O preço médio das casas ronda aqui os sete milhões de libras (7,6 milhões de euros), mas facilmente pode atingir os 20 milhões. O multimilionário russo Roman Abramovich, dono do Chelsea, vive na zona, bem como a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher.

Mas as senhoras que passeiam os seus terriers pelas ruas do bairro, mais concretamente em Chester Square, vão passar a cruzar-se com novos vizinhos: um grupo de sete “okupas” (em inglês squat), que entraram numa casa de três andares e não pretendem sair tão depressa.

Os novos ocupantes terão entrado no edifí­cio através de uma janela com um fecho partido e dizem que a sua acção é perfeitamente legal. Um dos sete “okupas”, um sul-africano de 29 anos identificado pelo nome de Jake Tag, comentou ao Telegraph: “Este é o local mais exclusivo de Londres. Viver aqui é como um sonho tornado realidade. Vamos manter a casa limpa e arrumada e não iremos causar nenhum estrago. É tudo perfeitamente legal e nós só queremos criar aqui um bonito lar, numa casa que está abandonada”.

“Tanta casa sem gente, tanta gente sem casa”, o lema tantas vezes repetido pelos “okupas”, ganhou aqui uma dimensão de culto: os sem-casa instalaram-se à sombra da alta-roda, como tem vindo a ser cada vez mais frequente na capital britânica.

“Nós deveríamos ser autorizados a usar estas casas. Muitas delas estão vazias e muitas vezes os donos vivem no estrangeiro”, continuou Jake Tag.

Outro dos novos moradores do prédio, Steven, de 54 anos, disse também ao diário britânico: “Há imensa gente nas ruas. O Inverno está a chegar e algumas dessas pessoas irão morrer. Um bom edifí­cio como este deveria estar disponível para acolher essas pessoas.”

Para que não haja dúvidas, na porta da rua, os “okupas” penduraram um cartaz em que se pode ler: “Vivemos nesta propriedade. É a nossa casa e pretendemos cá ficar”. Continuar a ler

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Palácio do Freixo – Pousada de Portugal

1595.DSC08939Abriu ontem mais uma Pousada de Portugal num dos monumentos de maior simbolismo do Porto, o Palácio do Freixo. O investimento foi do Grup Pestana que gastou cerca de 15 milhões de euros na recuperação do edifí­cio. A fachada do edifí­cio foi conservada mas o interior foi totalmente redifinido. O palácio acolherá as áreas comuns e o restaurante enquanto que os 88 quartos foram construídos no edifí­cio das antigas instalações de Moagens Harmonía.

Vejam o site oficial do hotel aqui e um vídeo de apresentação do hotel aqui.

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Tango VS Fado

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Desde ontem que o Tango passa a figurar como Património Imaterial da Humanidade. A comparação entre a candidatura do Tango e a candidatura do Fado é inevitável.

A candidatura do Tango a Património Imaterial da Humanidade uniu os esforços de Argentina e Uruguai, mais especificamente das cidades de Buenos Aires e Montevideu. A candidatura aprmalhoa_fado1esentou uma série de projectos que visam a protecção desta manifestação cultural num investimento total de um milhão de dólares.

O Tango nasceu no iní­cio do século XX em volta do rio Prata quando milhares de imigrantes europeus chegaram a este território.

Em relação ao Fado já estamos há vários anos a ultimar duas candidaturas.

Por um lado o Fado de Lisboa tem em preparação, desde 2005, uma candidatura a Património Imaterial da Humanidade.

Por outro lado, A Canção de Coimbra também tem em preparação um Projecto de candidatura a Património Imaterial da Humanidade integrado na candidatura da Universidade de Coimbra a Património da Unesco.

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Museólogo (a) – urgente

Estou a participar com uma equipa multidisciplinar num concurso de concepção para o Museu de História Natural do Funchal e estamos a precisar de um museólogo para integrar a equipa do concurso. Aguardo os contactos através do email adriana.floret@gmail.com.museu

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RESDOMUS

RESDOMUS
Plataforma editorial de cruzamento e de divulgação de cultura arquitectónica

Resdomus é uma plataforma editorial de cruzamento e de divulgação de diferentes linhas de investigação em redor dos temas da casa, do habitar e do projecto arquitectónico realizadas no Programa de Doutoramento em Arquitectura (PDA) da FAUP e no grupo de investigação FCT Atlas da casa (CEAU).

Enquanto espaço de debate e de convergência disciplinar, Resdomus encontra-se aberta a contribuições oriundas de outros quadrantes do conhecimento e, em geral, a outras narrativas com as quais partilhe pontos de problematização em redor dos seus temas centrais.

A visitar aqui.

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Políticas Culturais: Que futuro para Aveiro?

Teatro Aveirense

O poder autárquico democrático, que em Portugal teve iní­cio em 1976, tem vindo a expandir as suas áreas de intervenção: se há 33 anos se esperava que as Câmaras Municipais se ocupassem da pavimentação das ruas, do fornecimento de água e, eventualmente, do saneamento básico, hoje as atribuições próprias das autarquias são muito mais extensas e há quem veja nesse reforço de competências uma condição essencial para o aprofundamento da democracia e da participação cívica.

A intervenção cultural constitui uma dessas áreas que os munícipios chamaram à sua responsabilidade, em alguns casos com grande sucesso. Factor preponderante para o desenvolvimento local em cidades de pequena e média dimensão e um efectivo elemento para a avaliação da qualidade de vida das populações, a actividade cultural, na maior parte das vezes, emerge da sociedade civil, organizada em colectividades ou associações sem fins lucrativos que carecem de apoio público e, sobretudo, de directrizes sócio-políticas.

Às políticas culturais cabe pois o papel de definir as prioridades, regulamentar o apoio público, a articulação com outras áreas sócio-políticas relevantes (educação, juventude, inserção social, p.ex.) e a decisão sobre a intervenção directa dos orgãos públicos.

Aveiro não parece ser o melhor exemplo de uma autarquia com políticas culturais coerentes e consequentes. Entre os agentes culturais, a comunidade artística e, de forma geral, os munícipes, grassa o descontentamento quanto à forma como, ao longo dos anos, os diferentes executivos autárquicos têm lidado com a cultura.

Neste momento de plena discussão cívica e reflexão político-eleitoral importa saber quais as propostas que os diferentes candidatos à autarquia têm neste domínio e confrontá-las e debatê-las com os cidadãos, num diálogo aberto e informal.

A iniciativa conjunta do Diário de Aveiro e do Estúdio Performas pretende reunir os representantes das várias forças políticas concorrentes à Camâra Municipal de Aveiro numa mesa-redonda / debate a decorrer no auditório do Estúdio Performas no dia 29 de Setembro (3ª feira) pelas 21h30.

Fonte - www.divasecontrabaixos.blogspot.com

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Bloggar a cidade

A convite do BE, marcaremos presença no debate da próxima terça-feira:

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Uma Cidade Secreta [21]

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Projecto CicloRia 2009-2010

Os municípios de Estarreja, Murtosa,  Ovar e a Universidade de Aveiro apresentaram um projecto que tornarão 35 quilómetros de estradas em vias cicláveis. O orçamento é de um milhão de euros e promove ainda a disponibilização gratuita de 300 bicicletas com GPS. O projecto prevê o reaproveitamento de caminhos agrícolas abandonados promovendo o ambiente e a conservação da natureza. No GPS estarão conteúdos relacionados com o património Material e Imaterial da região tornado-o num guia digital.

Vejam o site oficial aqui para obter mais informações.

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No mínimo são necessários dois hectares de terreno para erguer casa em espaço rural

A Câmara de Vila Franca de Xira pretendia fixar em um hectare (dez mil metros quadrados) a área mínima da parcela para construção de habitação própria em espaço rural, mas a proposta, que foi recusada pelo Conselho de Ministros no passado dia 10, exige um mínimo de dois hectares.

A decisão governativa vai obrigar a alterar a proposta final de revisão do Plano Director Municipal (PDM) vila-franquense e significa que o Governo não pretende abrir excepções às normas do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML). Continuar a ler

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Municípios assinalam Dia do Turismo

dia_mundial_turismo_2009É a primeira vez que as comemorações do Dia Mundial do Turismo, este ano assinaladas no dia 26 de Setembro, se centram na região Norte. Vinte municípios vão ter eventos comemorativos de um ou mais dias para celebrar a data. Continuar a ler

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Oliva Creative Factory

S. João da Madeira continua a investir na reabilitação urbana e na recuperação de edifícios emblemáticos da cidade assegurando parcerias importantes e utilizando chavões como “Criatividade”, “Indústrias Criativas” ou “Preservação Urbana”. phpThumb_generated_thumbnailjpg

A Oliva Creative Factory será um complexo constituído por um Centro de Competência e de Excelência Criativa, uma Incubadora de Negócios Criativos e Espaços Interdisciplinares de Encontro e de Convergência Criativa. Neste sentido, a autarquia terá já estabelecido parcerias com várias entidades, como a Fundação de Serralves, a Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, a Universidade de Aveiro e a Universidade Católica.

Além de responder aos desafios levantados nas indústrias do calçado e dos têxteis, a fábrica criativa deverá promover a moda e o design. A Oliva Creative Factory pretende apoiar o aparecimento de novas empresas industriais nos sectores do conhecimento, inovação e tecnologia e arte. Continuar a ler

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CityReport: Rio de Janeiro [2]

Edifício Gustavo Capanema

Edifício Gustavo Capanema

Copacabana

Copacabana

Madureira

Madureira

As cidades falam através das imagens que projectam no imaginário dos residentes e visitantes. Como é óbvio, as duas imagens nunca poderão ser coincidentes: a cidade dos que chegam e que partem não é a mesma dos que ficam. A ambição de cada turista é a de assimilar a cidade, tornar-se num deles sem deixar de ser, no entanto, quem é: um estrangeiro. O inverso também é verdade: os cidadãos aspiram a uma constante renovação da sua cidade, há sempre algo que vai mal, algo que precisa de ser mudado. A cidade de hoje exige ser perenemente refundada. É também uma espécie de turismo com a diferença de que não nos deslocamos, o sujeito é que desloca a própria paisagem. A tradução de perspectivas é complexa senão mesmo impossível. Um guia é muitas vezes ele próprio um turista e o turista acaba por se ver ele próprio na posição de guia. Se tivermos sorte, é isto mesmo que acontece. Trazemos connosco uma série de imagens que pretendemos conferir com a realidade gerando um itinerário não raras vezes exótico para o residente. «Passo por aqui todos os dias e nunca tinha reparado neste prédio» confessava um dos nossos cicerones que todos os dias vinha do Bairro de Cascadura para o Centro sem suspeitar que aquele edifí­cio é um dos marcos da arquitectura moderna (refiro-me ao edifí­cio Gustavo Capanema). Por outro lado, à margem do roteiro programado, que inclui os pontos de observação obrigatórios que nos permitem reconhecer a cidade no mapa mental das imagens-lugar globalizadas (Pão de Açúcar, Corcovado, Lapa,…), vamos tecendo, com a ajuda dos nossos amigos um outro roteiro: os sítios onde se come bem barato, as ruas e os humores do trânsito carioca, os bairros da zona norte, o mercadão de Madureira, a costeletinha no bar da esquina e muita, muita conversa sobre trivialidades da vida e do trabalho. Aqui o Rio de Janeiro começa a falar uma linguagem diferente dos cartazes turísticos. A constante aflição – que se faz hábito – com a insegurança, com a casa que nunca mais se acaba, com o aperto de se chegar a horas ao trabalho e a desoras a casa, a multiplicação de expedientes para complementar o orçamento familiar e aquele fatalismo que parecem ter herdado do colonizador: «Fazer o quê?»

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45th ISOCARP International Congress – "Low Carbon Cities"

Entre 18 e 22 de Outubro de 2009, a FEUP vai realizar o Congresso ISOCARP – International Society of City and Regional Planners, evento organizado pela Divisão de Planeamento/FEUP.

Tendo como tema principal – “Low Carbon Cities”, o objectivo deste congresso é promover práticas inovadoras de planeamento e cooperação internacional ao nível da satisfação dos requisitos para a sustentabilidade das cidades.

Para efectuarem inscrição e submissão de artigos, consultem o site do 45th ISOCARP International Congress.

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Seminário Understanding the Post-Industrial City

Está em preparação a realização de um seminário dedicado aos doutorandos cujos trabalhos de tese incidam sobre os temas de discussão propostos pelo projecto luso-alemão “Understanding the Post-Industrial City: metropolis, urban renewal and public space”.

Para que possam apresentar trabalhos os doutorandos deverão submeter um abstract até 18 de Setembro.

O seminário decorrerá em Dezembro no Goethe Institute em Lisboa e a informação, que será actualizada periodicamente, está disponível no seguinte link.

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