Lisboa arruinada

Lisboa arruinada (screenshot)

Um grupo de cidadãos elaborou uma análise detalhada dos prédios devolutos em Lisboa. Trata-se de um trabalho meritório, tanto mais que é o resultado de uma vontade de intervir na vida cívica de uma forma estruturada e informada. Mais detalhes:

A CML disponibilizou em 2009, no seu site, uma lista de prédios parcial ou completamente devolutos. Com base no ficheiro disponibilizado construímos um mapa onde se identificam esses prédios, pode-se ver facilmente que a cidade sofre de uma doença terrível da qual levará muito tempo a recuperar.

Além disto, aproveitámos e fizemos um apanhado das notícias que vão sendo publicadas sobre este problema, ao longo dos anos, bem como das medidas que são tomadas, com pouco ou nenhum efeito.

Ler esta análise e usar o mapa interactivo em:

http://tretas.org/PrediosDevolutosLisboa

Consultar uma lista de artigos relacionados em:

http://tretas.org/PrediosDevolutosLisboa/Artigos

Lista de vídeos com reportagens e entrevistas em:

http://tretas.org/PrediosDevolutosLisboa/Videos

Publicado em 12. Reabilitação Urbana, 3. Política e Cidadania | Tags | Deixe o seu comentário

A propósito de reabilitação urbana

1. Reabilitação: De nihilo nihilum

A reabilitação urbana está mesmo na moda. Apesar da unanimidade que parece se ter gerado em torno deste tema, será sempre aconselhável tentar exercitar o espírito crítico. Pela minha parte, sou céptico quanto à capacidade da reabilitação urbana, tal como aparece no discurso dominante, regenerar por si só a economia e o tecido social das nossas cidades. Não se trata do equivalente à descoberta do petróleo – como alguns discursos mais empolgados querem fazer crer – e nem é o início de uma nova era das nossas cidades. Peço que não se deixem enganar pelo tom que estou a dar a estas palavras, sou optimista por natureza. Simplesmente sou um optimista muito terra-a-terra, ou seja, considero que a condição necessária para avaliar a bondade de uma ideia é averiguar se parte de um conhecimento efectivo e factual da realidade. Ora, a minha experiência diz-me que há demasiada ingenuidade e wishful thinking nas abordagens à reabilitação urbana que são veiculadas pelos media. A hipótese simpática de uma reabilitação grátis até poderá ser considerada, mas ficará dependente da cedência de edifícios por parte das entidades públicas e da disponibilidade das empresas de materiais de construção para embarcarem em operações de marketing. De resto, parece-me que esta hipótese ignora muitos outros encargos e responsabilidades. Por outro lado, a chamada “reabilitação low cost” aparece como uma solução sedutora, mas tal como reconheceu um dos promotores deste negócio, trata-se de uma abordagem limitada na medida em que abrange apenas o universo muito restrito de edifícios em bom estado de conservação e totalmente livres de inquilinos. Neste caso, “low cost” não passará de um inteligente exercício de branding empresarial. Claro que é possível uma solução como a que foi proposta pelo Vítor, mas as condições da sua aplicabilidade ,tal como muito bem explicaram a Charlotte e o Pedro, não são razoáveis. Admito que, em algumas situações pontuais, com uma confluência improvável de factores, poderia ser uma solução interessante, mas nunca generalizável.

2. Reabilitação ad infinitum

Todas estas propostas, aliás, não deixam de ser boas ideias, simplesmente de nada ou pouco nos servem porque se concentram na excepção e a reabilitação urbana não deve ser a excepção (se bem cada edifício de um centro histórico deva ser tratado como excepcional) mas a norma na gestão dos centros urbanos. A nova retórica instituída pelos principais protagonistas (políticos, técnicos, corporações profissionais…) reduz a reabilitação urbana a uma oportunidade de negócio, uma espécie de onda pronta a ser cavalgada. No entanto, como se sabe, as vagas, por maiores que sejam, acabam sempre por passar para dar lugar a outras. É certo que ninguém pode negar a evidência da degradação dos centros históricos e dos índices de reabilitação ridículos, mas é precisamente por esse motivo que a reabilitação urbana não poderá ser reduzida a uma mera oportunidade de negócio, uma janela de oportunidade única e irrepetível. Só no centro histórico do Porto existiam mais de cinco centenas de edifícios em mau estado de conservação e muitos mais exigem intervenções com alguma relevância e, no futuro, pela ordem natural das coisas, será a vez de outros tantos. Não é uma situação que conheça um princípio e um fim, mas uma tarefa infinita, sisífica, que transcende as questões meramente técnicas e as circunstâncias económicas. Quem entrar no sector, deve ter a consciência de que entra para ficar porque esta actividade não é um entretém enquanto a crise não vai embora. Não é na reabilitação urbana que se vão reciclar os maus profissionais e as empresas habituadas a outra vida. A reabilitação urbana é um nicho que tem condições para crescer e de se tornar num negócio sustentável, mas não salvará, por si só, a nossa economia e para se ressuscitarem as cidades, infelizmente, não basta cuidar do património edificado. É preciso saber habitá-las.

3. Reabilitação: algumas sugestões

Para a reabilitação urbana funcionar não é preciso reinventar a roda. Os principais estrangulamentos são mais do que conhecidos e duas medidas poderiam ser suficientes para se desencravar o processo: liberalização total do arrendamento e aumento da pressão fiscal sobre os proprietários de edifícios devolutos. A liberalização das rendas, por motivos de ordem social, deve ser implementada com as cautelas necessárias. O estado dificilmente poderá suportar os custos sociais da liberalização das rendas, pelo que seria de estudar a criação de um fundo de compensação para os arrendatários que não estejam em condições de acompanhar a subida dos preços da habitação. Este fundo de compensação poderia ser constituído a partir de uma percentagem sobre todos os contratos de arrendamento. Acredito que tal medida seria muito mais proveitosa para a economia nacional do que a cobrança de I.V.A. sobre os arrendamentos e resolveria o nó górdio que atrapalha a transição para um mercado aberto sem perder de vista a equidade social. No que diz respeito ao aumento da pressão fiscal sobre os proprietários que insistissem em manter o seu património inactivo, os valores deveriam ser bastante penalizadores e actualizados semestralmente. Os proprietários teriam de fazer prova da sua intenção em colaborar com o processo de reabilitação, inscrevendo a sua propriedade num gabinete de gestão local, o qual se encarregaria de encontrar a melhor solução para cada caso. Caso contrário, se optassem pela inoperância, seriam taxados em valores revistos em crescendo em cada semestre.

Convém dizer que tudo isto não passa, mesmo assim, de uma simplificação, já que existem variáveis que também pesam e entravam o normal funcionamento das coisas. Sabemos que as entidades envolvidas na reabilitação urbana, não obstante a evolução recente com as SRUs, ainda não funcionam na sua plenitude, gerando desconfiança nos investidores. Custos adicionais, conflitos de interpretação dos projectos entre entidades que deveriam trabalhar em consonância, atrasos nos tempos de resposta (já para não falar dessa instituição nacional que é o mês de Agosto em que ninguém consegue fazer nada porque os serviços pura e simplesmente ficam paralisados), falta de transparência nos pareceres (seria uma excelente medida se, por exemplo, o IGESPAR fosse obrigado a publicar online todos os pareceres que dá, de maneira a, pelo menos, tentarmos perceber para que lado sopra a decisão discricionária dos seus responsáveis), estratégia de reabilitação excessivamente centrada nos grandes investidores merecendo uma correcção no sentido de se reconcentrar no pequeno investidor e na intervenção lote a lote e, para não me estender muito mais, a letargia dos profissionais do sector, incapazes de assumir um maior protagonismo, limitando-se a seguir as políticas definidas em vez que explorarem outros caminhos, nomeadamente através de parcerias e projectos colaborativos. Muito mais haveria a dizer, mas em breve terei novidades quanto a este tema.

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O desígnio

A reabilitação urbana, a par das indústrias criativas, foi tomada como um novo desígnio nacional e como uma tábua de salvação para tudo: desemprego, crise económica, anemia cultural, desigualdade social e geracional, democracia local e tudo o mais do que se possam lembrar. Será, no mínimo, interessante verificar que os prosélitos desta boa nova são, muitas vezes, os mesmos que conduziram as nossas cidades ao estado em que se encontram hoje em dia.

O discurso político apropriou-se da coisa e a reabilitação urbana passou a ter honra de capítulo de programa eleitoral e até, imagine-se!, a discursos inflamados nas homilias partidárias. Em simultâneo, a indústria da construção civil e patrões em geral, as ordens profissionais do sector e, por incrível que pareça, a própria banca , finalmente convertidos, anunciam estudos, programas e, no fundo, uma nova era. Pelo que se conhece da nossa história recente, é de temer que deste súbito interesse pela Reabilitação Urbana poderão resultar consequências pouco virtuosas. A avaliar por algumas intervenções já feitas, é de crer que corremos o grave risco destes protagonistas colocarem na recuperação das nossas cidades todo o know-how adquirido ao longo de décadas na destruição e saque das mesmas.

Os tempos que correm não serão os mais propícios para se exigir reflexão e cautela: a urgência da crise e a pacificidade das ideias unanimes exigem-nos que se faça alguma coisa já. Seja lá o que for. A boa notícia é que as cidades são entidades resilientes, capazes de sobreviver a quase tudo, até às investidas daqueles que as pretendem salvar. A reabilitação não deve ser um período de excepção de uma cidade, uma vaga passageira, mas um cuidado contínuo connosco próprios e com o nosso ambiente. Vivemos como se ainda não tivéssemos aprendido a habitar.

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A reabilitação urbana, em definitivo, está na moda.

Uma rápida pesquisa no Google permite-nos detectar uma crescente relevância da temática relacionada com a reabilitação urbana. A evolução da notoriedade do termo “reabilitação urbana” cresceu exponencialmente de 2004 até 2011 (*7 de Julho):

Continuando a usar a mesma ferramenta, verificamos ainda que o interesse pelo tema tem, como é natural, crescimento correspondente na imprensa. Segundo o Google, as notícias que contêm este termo saltaram de 502 e 584 em 2009 e 2010, respectivamente, para 1570 só até metade deste ano! Nunca antes se produziu tanto discurso sobre a “reabilitação urbana”. O que significará tudo isto?

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Maior ecopista do país abre hoje na região do Dão

É inaugurada hoje a ecopista do Dão, que liga os concelhos de Viseu, Tondela e Santa Comba Dão, através do ramal ferroviário do Dão desactivado. Trata-se da maior ecopista do país, com meia centena de quilómetros, incluindo os 7,5 inaugurados há quatro anos no concelho de Viseu, desde a cidade até à localidade de Figueiró. Continuar a ler

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Faro inaugura horta urbana e entrega talhões a famílias e instituições

Famílias e instituições de solidariedade de Faro recebem hoje pequenos terrenos para cultivar produtos biológicos numa Horta Urbana localizada na zona da cidade velha, informou hoje a autarquia. Continuar a ler

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Sessão cinematográfica/debate “As Operações SAAL”

4 de Julho de 2011, 21h30, Teatro da Cerca de S. Bernardo, Cerca de S. Bernardo, Coimbra.

Exibição do filme “As Operações SAAL” de João Dias [Portugal, 2007, 90 minutos, M/12], seguida de debate sobre o tema com José António Bandeirinha. Esta actividade acontece no âmbito da semana dos Estágios de Verão Ciência Viva no CES, este ano subordinado ao tema “Cidades e Participação Cidadã”.

Publicado em 2. Agenda, 6. Sociologia Urbana, 8. Arquitectura e Engenharia | Tags | Deixe o seu comentário

O stress da cidade está a deixar uma marca no cérebro das pessoas

O Metro à hora de ponta é só um exemplo do stress vivido na cidade, que infelizmente não acaba em cada experiência que se tem ou numa noite bem dormida. Foi isso que cientistas verificaram ao comparar pessoas que vivem em cidades com pessoas que vivem em zonas rurais. As primeiras reagem de uma forma diferente a experiências com stress. Esta diferença está marcada no cérebro, é mais profunda para quem nasceu e cresceu na cidade e está relacionada com doenças mentais como a esquizofrenia. O estudo foi publicado esta quarta-feira na revista Nature. Continuar a ler

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Documentário Banksy – Pinta a Parede! “Exit Through the Gift Shop”

Aconselho vivamente a visualização do documentário sobre o crescimento da Arte Urbana seguindo alguns dos seus principais impulsionadores. Entre eles destaco Banksy, artista Britânico que atingiu o estrelato internacional. Entre os participantes estão presentes ainda Mr. Brainwash, Space Invader, Shepard FaireyOBEYJoshua Levine.

O documentário mostra por um lado as verdadeiras intenções dos artistas de rua e por outro o aproveitamento económico de pseudo-artistas de rua.

Sinopse

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Menezes quer Gaia e Porto unidos por túnel

A Câmara de Gaia está a projectar a construção de um túnel rodoviário mergulhado nas águas do Douro para ligar a praia de Lavadores (Gaia) à zona do Castelo da Foz (Porto). A obra custa 54 milhões de euros. Para o túnel ser sustentável deverá ser portajado. Continuar a ler

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Territorial Stigmatization (Porto, 22 de Junho)

Especialistas de todo o mundo debatem “Estigmatização Territorial” na Faculdade de Letras da Universidade do Porto

O encontro anual da Rede de Investigação “Advanced Urban Marginality”, constituída há cerca de dois anos por iniciativa de investigadores das Universidades do Porto, Edimburgo e Califórnia/Berkeley, realiza-se este ano na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. O momento alto do evento será uma conferência internacional com a participação de perto de vinte especialistas de todo o mundo, que apresentarão os seus trabalhos realizados em torno do tema da estigmatização territorial. Esta conferência terá lugar no Anfiteatro Nobre da FLUP, no próximo dia 22 de Junho, 4.ª Feira, com entrada livre, e fechará, pelas 18:00, com uma conferência proferida por Loïc Wacquant (ver nota biográfica abaixo).

Intervenções adicionais de: Alfredo Alietti, Marta Cruz, Manuela Ivone Cunha, Paul Kirkness, Eduardo Marques, Bruno Monteiro, Izabela Naves, Sonia Paone, Sandra Marques Pereira, Virgílio Borges Pereira, José Madureira Pinto, Franck Poupeau, João Queirós, Troels Schulz-Larsen, Tom Slater, Kennosuke Tanaka, Stephanie Terreni-Brown e Justus Uitermark.

O programa do evento e os resumos das comunicações podem ser consultados no ficheiro em anexo. Informações adicionais disponíveis no website do Instituto de Sociologia, em http://isociologia.pt, ou no website da Rede, em http://www.advancedurbanmarginality.net.

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250 documentos (pdf) em consulta aberta

Depois de alguns percalços com a nossa base de dados, lá conseguimos repor as nossas páginas  Biblioteca Virtual, Cartas do Património e Documentos. Mais de 250 documentos em PDF disponíveis para consulta. Desde do Bicho-da-Madeira à European Urban Charter II. Não é tudo sobre a Reabilitação Urbana, mas é, de facto, muita coisa.

PS: Aceitamos sugestões para novas incorporações. Se conhece ou produziu algum documento ou estudo sobre o tema da Reabilitação Urbana, contacte-nos (a5cidade@gmail.com) para o integrarmos na Base de Dados existente.

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Central Park quer expulsar músicos ambulantes dos seus parques

É uma das mais recentes polémicas em Nova Iorque. O mítico Central Park, em Nova Iorque, palco de tantos filmes e séries de Hollywood, paraíso em plena Manhattan, está a perder os seus muitos músicos que animam os dias de quem por ali passa, fruto das novas medidas adoptadas que impõem zonas de silêncio nos jardins. Continuar a ler

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Cidades-fantasmas na Irlanda: Relíquias do Tigre Celta

Quando a bolha rebentou e a Irlanda entrou em crise, nem todos tinham dinheiro para pagar os empréstimos. Cerca de 120 mil casas ficaram desocupadas.

Não há ninguém que saia na estação do DART (comboio suburbano) de Clongriffin, vindo de qualquer dos sentidos. Também não há ninguém a trabalhar na estação. Na entrada, avisa-se que só há gente a trabalhar lá de manhã aos dias da semana. Não há assistência a potenciais passageiros durante a tarde, nem aos fins-de-semana. Chegar a este bairro é como chegar a uma cidade do Velho Oeste. Não há movimento. Continuar a ler

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2ª Conferência Cidades pela Retoma (Porto)

2ª Conferência Cidades pela Retoma Porto

http://www.acdporto.org/

https://www.facebook.com/CidadespelaRetoma

A segunda conferência Cidades pela Retoma no Porto é dedicada a projectos que estão a nascer na Cidade numa altura de grande crise e incerteza. Serão duas conversas em torno de projectos desafiadores, de natureza empresarial ou cívica, promovidos por cidadãos e pautados pela criatividade.

3 Junho (21h00-23h30)

Boas-vindas | Miguel Barbot | ACdP

Reabilitação Low-cost | Filipe Teixeira | Plano B e Low-cost Houses

A criatividade em tempo de crise: caso FilmesdaMente | Nuno Rocha e Victor Santos | FilmesdaMente

Projecto Es.Col.A | João Taborda e Ewelina | Es.Col.A: espaço autogestionado do Alto da Fontinha

9 junho (21h00-23h30)

Boas-vindas | Vitor Silva | ACdP

Media pela Cidade | Ana Isabel Pereira | Porto24

Por uma reabilitação urbana Open Source | Adriana Floret e David Afonso | Floret Arquitectura

Ideias para a Cidade | Alexandre Ferreira e Pedro Menezes Simões | ACdP

Global City 2.0 e encerramento | José Carlos Mota | Cidades pela Retoma

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Colóquio “Terra de Santa Maria: espaços de cultura em debate no 10º aniversário da Revista Villa da Feira‏

Nos próximos dias 17 e 18 de Junho, irá decorrer, no Auditório da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, o Colóquio subordinado ao tema Terra de Santa Maria: espaços de cultura em debate no 10º aniversário da Revista Villa da Feira. Este evento marca, desta forma o início do 10º ano de publicação da Revista Villa da Feira, publicação que tem vindo a ser lançada através da Liga dos Amigos da Feira e contará com um cartaz abrangente em conformidade com o trajecto que a referida tem vindo a desenvolver ao longo da última década.

As inscrições encontram-se abertas até ao próximo dia 03 de Junho, inclusive. Estas são gratuitas e poderão ser efectuadas para os seguintes contactos: filipemspinto@gmail.com e villadafeira@gmail.com

Programa Continuar a ler

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Conferência Nacional: Cidadania e Urbanismo

27 de Maio 2011 | Lisboa | Instituto Superior Técnico
Esta Conferência é mais um passo para a criação da Ordem dos Urbanistas Portugueses cujo processo está em curso na Assembleia da República e serão tratados importantes assuntos para o urbanismo em Portugal, tais como: O estado e os desafios do urbanismo no século XXI; A importância do urbanismo para as Autarquias Locais; O lugar do urbanismo no ensino e nas Universidades; As questões de deontologia profissional; O urbanista entre os actores dos processos de desenvolvimento; As ordens profissionais na defesa do interesse público; Conflito de profissões, uma guerra acabada.

Folheto e programa
Cartaz

Comissão organizadora:
Associação dos Urbanistas Portugueses
Associação Profissional dos Urbanistas Portugueses
Associação Portuguesa de Planeadores do Território
Conselho Europeu de Urbanistas

Fonte – Portal do Ordenamento do Território e do Urbanismo

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Seminário “Ocupação Dispersa, Custos e Benefícios”

Aveiro, 21 de Junho 2011

Chegámos ao fim da investigação e pretendemos divulgar e discutir os resultados alcançados.

Assim, vamos realizar um seminário sobre os temas:

Ocupação Dispersa: Custos e Benefícios,

- Ocupação Dispersa: identificação e caracterização

- Custos da Ocupação Dispersa

- Benefícios da Ocupação Dispersa

- Ocupação Dispersa: como ordenar?

Tendo a investigação objectivos operativos, o essencial inicia-se agora: discutir resultados, perspectivar um melhor Ordenamento do Território.

Inscreva-se, até próximo dia 17 de Junho, e a participe neste Seminário.

Programa e Ficha de Inscrição aqui.

Jorge Carvalho

(coordenador do Projecto de Investigação)

Fonte – Universidade de Aveiro

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Associação Promotora do Museu da Ciência e da Indústria (do Porto)

Car@s amig@s:

Há iniciativas em determinados momentos da vida da cidade a que vale a pena associarmos o nosso nome. Por este meio, endereço-vos o convite a que participem como sócios fundadores da AMIC – Associação Promotora do Museu da Ciência e da Indústria.

Na fundação desta associação estão cidadãos de várias áreas sociais, culturais e políticas e, por isso, gostaria que juntassem o vosso nome a esta causa. Os cidadãos que se inscreverem até ao fim de Maio são considerados Sócios Fundadores (25€ de inscrição mais 8 € correspondentes às mensalidades até ao fim do ano – 1€/mês). Agradeço que divulguem esta solicitação junto de amigos e conhecidos. (as várias modalidades de associados constam da ficha de inscrição).

Em anexo, seguem os seguintes documentos:

  • Ficha de inscrição – o pagamento é feito por transferência bancária e a ficha é enviada para o email indicado
  • Breve história do processo do “Museu da Indústria”
  • Lista dos signatários da escritura pública assinada em 16-04-2011
  • Corpos sociais

Espero poder contar convosco como Sócios Fundadores da AMIC, para juntos assegurarmos a defesa e promoção do nosso património industrial.

 Com um abraço

AMIC

ANEXOS (docx):

AMIC – Ficha de Inscrição

AMIC – Breve história

AMIC – Signatários da Escritura

AMIC – Orgãos sociais

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Seminário: A representação e o Real – Práticas Culturais e Municípios – Lisboa

Nos dias 19 e 20 de Maio realiza-se o Seminário “A Representação e o Real – Práticas Culturais e Municípios” organizado pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/ UNL). Esta iniciativa tem como objectivo central dar conta e reflectir sobre as diversas práticas culturais, a sua relação com os municípios, e ao mesmo tempo perceber, através da apresentação de estudos de caso, as dinâmicas que atravessam o território nacional e que constituem hoje, apesar da crise económica e financeira, um importante factor de desenvolvimento sustentado para Portugal. O seminário realiza-se no âmbito do programa de mestrado “Práticas culturais para os municípios” e a entrada é livre.

O seminário conta com o apoio institucional da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, estando a organização a cargo de António Camões Gouveia, Carlos Vargas e Margarida Lages (Departamento de História da FCSH/ UNL, com o apoio do Observatório Político).

Mais informações:

FCSH/ UNL

Av. de Berna, n.º 26 C 1069-061 Lisboa

T. +351 217 908 325

E. historia@fcsh.unl.pt

http://www2.fcsh.unl.pt/deps/historia/

Fonte – PportodosMuseus

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Festival de Cinema Urbano: 2. “La mémoire des anges”

Segundo filme da série FESTIVAL DE CINEMA URBANO NO FACEBOOK.  Desta vez ” La mémoire des anges” (2008), um filme-ensaio de Luc Bourdon, suturado a partir de filmagens de Montréal dos anos 50 e 60. Para ver e discutir (versão integral com duração de 80 minutos).

[Versão integral no Facebook]

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Festival de Cinema Urbano: 1. “Radiant City”

O 5ª Cidade propõe um FESTIVAL DE CINEMA URBANO NO FACEBOOK. O primeiro filme que propomos é o “Radiant City” (2006), uma produção canadiana dirigida por Jim Brown e Gary Burns, sobre o fenómeno da suburbanização da sociedade norte-americana. Para ver e comentar (aqui ou no facebook).

[Versão integral no Facebook]

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Sociedade Civil em acção: No rules, great spot

NO RULES, GREAT SPOT! - a frase inscrita num dos muros da demolida Praça de Lisboa, em pleno centro do Porto – é o mote para este concurso de ideias aberto a todos os arquitectos, estudantes e cidadãos, interessados em participar no debate urgente sobre a reabilitação urbana e sobre o uso dos espaços públicos da cidade do Porto.

Partindo do caso paradigmático da Praça de Lisboa (objecto de um outro concurso altamente exclusivo e complexo, que não só deixou de fora arquitectos e cidadãos, como anulou qualquer hipótese de debate em torno deste espaço essencial da Baixa Portuense), esta iniciativa pretende afirmar a importância dos concursos de arquitectura como modo de participação da sociedade e dos arquitectos nas decisões políticas e nos destinos do projecto colectivo que é a cidade. Pretende-se, sobretudo, fazer da reabilitação urbana um projecto mais partilhado e informado, mais participado e discutido. Mais que eleger este ou aquele projecto, esta ou aquela imagem, o NO RULES, GREAT SPOT! quer, acima de tudo, convocar todos, cidadãos e arquitectos, a discutirem o futuro da sua cidade e a reclamarem esse direito fundamental: o direito à cidade, o direito a participar na cidade!

Compreendendo o suporte urbano e multi-disciplinar deste concurso de ideias, o júri será constituído por Pedro Bandeira (arquitecto), João Fernandes (director museu de Serralves), Nuno Grande (arquitecto), Catarina Portas (Vida Portuguesa) e por um representante do colectivo Esta é a minha cidade?, organizador deste concurso.

Contamos com as vossas propostas até 31 de Maio. O formato da entrega é digital e deverá ser enviado por mail – toda a informação em www.norulesgreatspot.com!

Porquê um concurso para a Praça de Lisboa?

informações sobre a Praça de Lisboa

imagens

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Cidades e Soluções

A Globo tem um programa dedicado às cidades que merece ser seguido com atenção, como – por exemplo – este episódio sobre modelos de revitalização urbana. O blog do programa também merece uma visita.

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Associação Promotora do Museu da Ciência e Indústria do Porto

É já este sábado, dia 16 de Abril às 15h30 que terá lugar a assinatura da escritura pública de constituição da AMIC – Associação Promotora do Museu da Ciência e Indústria do Porto no CACE do Freixo. É mais um passo para podermos divulgar e recuperar um património valioso na área da indústria. Apareçam!

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Repensar o Porto com Souto de Moura

Apenas duas semanas depois de ter sido anunciado como vencedor do Prémio de Arquitectura Pritzker 2011, Eduardo Souto de Moura vai estar esta semana – de 11 a 15 de Abril – na Faculdade de Arquitectura da U.Porto (FAUP) para participar no workshop integrado no C+C+W 2011, uma iniciativa organizada pelo grupo de investigação Atlas da Casa do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da FAUP.

A arquitectura portuense será o tema em destaque num workshop que vai reunir num mesmo espaço os docentes do 3º ano da FAUP – entre os quais estará Souto de Moura, Professor Catedrático Convidado – e os estudantes da unidade curricular de Projecto 3. Juntos vão criar e desenvolver diversos estudos sobre a zona da Av. Boavista/ R. João Grave/Cintura Interna, onde se localiza o Bairro de Bessa Leite (de promoção camarária) e a Torre do Burgo. Os trabalhos devem identificar tensões e constrangimentos presentes no território e apresentar propostas e estratégias de intervenção urbana e arquitectónica.

O workshop é, contudo, apenas um dos eventos que o C+C+W 2011 levará à FAUP, tendo como tema a Casa e o Habitar. Já esta segunda-feira, pelas 18 horas, o sociólogo e investigador francês Jean-Michel Léger (Ipraus / ENSA Paris-Belleville) vai proferir uma conferência intitulada “Para além da arquitectura, o uso. Projectos notáveis vividos pelos seus habitantes”. A palestra terá tradução simultânea para português.

Para quarta-feira, 13 de Abril, às 14h30, está agendado por sua vez um colóquio onde vão ser apresentadas comunicações de estudantes do curso de doutoramento PDA da FAUP. A debatê-las estarão nomes como Maria Castrillo, Helena Maia, Jean-Michel Léger e Rui Ramos.

A conferência e o colóquio realizam-se no Auditório Fernando Távora da FAUP. A entrada é livre.

Fonte – Notícias UP

Publicado em 2. Agenda, 8. Arquitectura e Engenharia | Tags | Deixe o seu comentário

Jovens estudantes recriam o Porto em 3D

A Torre dos Clérigos é um dos edifícios emblemáticos do centro histórico do Porto que promete dar luta. “É que é bastante detalhada, ainda não a concluímos”, explicam Bruno Quelhas e José Eça de Queiroz. Estes jovens estudantes, de 17 e 18 anos, estão a desenvolver para o Google Earth, em regime de voluntariado, um projecto de modelação, a três dimensões (3D), de edifícios e monumentos de referência da cidade do Porto. O Google Earth é um site da Internet que funciona como um localizador geográfico tridimensional do planeta Terra. Continuar a ler

Publicado em 1. Imprensa, Blogosfera e Web, 13. Cidades Criativas | Tags | Deixe o seu comentário

Café Majestic é o sexto mais bonito do mundo

O Café Majestic, no Porto, foi eleito o sexto café mais bonito do mundo. A distinção foi atribuída pelo site Ucityguides num “Top 10″ que classifica, por ordem de beleza, aquele espaço portuense como “um dos mais atractivos” desde a “fachada ao interior”.

Na justificação pela escolha feita, o site refere que os cafés mais famosos de Portugal “ficam em Lisboa”. “Mas enquanto os cafés lisboetas A Brasileira e Versailles possuem interiores bonitos, é na segunda maior cidade do país que encontramos o mais deslumbrante dos cafés da nação e um dos mais atractivos do mundo”, refere o Ucityguides.

“O café Majestic continua a ser um local bonito para eventos culturais, o que faz dele mais do que um espaço turístico”, continua.

O site destaca, ainda, a “espectacular atmosfera Belle Epoque” na sala principal e dá relevo ao jardim de Inverno. Continuar a ler

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Berlusconi cede gestão e direitos de imagem do Coliseu de Roma

O primeiro-ministro italiano anunciou a privatização do mais famoso monumento de Itália, o Coliseu de Roma. O governo de Berlusconi estabeleceu um acordo com Diego della Valle, dono da marca de sapatos Tod’s, no qual o empresário pagará 25 milhões de euros pelas obras de restauro do monumento, beneficiando durante 15 anos prolongáveis dos direitos de imagem do Coliseu.

Em troca do investimento de 25 milhões que custará o restauro do anfiteatro do século I, a empresa de Diego della Valle ficará responsável pela gestão exclusiva do espaço, passando todas as decisões por si e não pelo Estado. A Tod’s passará então a gerir o aluguer do espaço, podendo deixar a sua marca nas entradas do Coliseu de Roma e nos andaimes das obras. A construção de um centro de serviços no próprio Coliseu também é uma possibilidade. Continuar a ler

Publicado em 1. Imprensa, Blogosfera e Web, 12. Reabilitação Urbana, 4. Património e Centros Históricos | Tags | Deixe o seu comentário

‘MOVIMENTOS CÍVICOS DE CIDADE’ NUM MUNDO GLOBAL

Decorrerá no dia 18 de Abril entre as 17h e as20h30 uma palestra com Saskia Sassen e João Ferrão subordinada ao tema “Movimento Cívico de Cidades pela Retoma, Reforma e Transição”.

PROGRAMA

18:00 – Lançamento da Rede ‘Global City 2.0′ | ‘Cidades pela Retoma’ (http://globalcity.blogs.sapo.pt/) http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/)

18:20 – Cosmopolitismo e Dinâmicas Cívicas Urbanas em Portugal – João Ferrão (ICS)

18:45 – Global Cities and City Civic Movements – Saskia Sassen (Columbia University, NY)

19:30 – Comentário e moderação de Debate – João Seixas e Mário Alves

Inscrições para: cidadespelaretoma@gmail.com (sala com lotação limitada)

Mais informações: 963 621 239

Fonte – Ler Devagar

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